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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Episitomia: como prevenir e cuidar.

Episiotomia é feita em alguns casos durante o parto normal, quando a abertura da vagina não é elástica o bastante para sair o bebê. É um corte cirúrgico feito no períneo, a região muscular que fica entre a vagina e o ânus, quando já dá pra ver a cabeça do bebê, como mostra a imagem abaixo:



Quando eu estava parindo, eu disse pro médico "eu não quero fazer episiotomia!" e ele disse que tudo bem. Mas como eu não tinha elasticidade suficiente e a Á. já estava no canal de parto a algum tempo, eles estavam preocupados com o bem-estar dela, ela tinha que sair, então não teve jeito, tive que fazer a dita episiotomia. Fizeram uma anestesia local e cortaram (eu não senti nada) e aí a Á. nasceu.

Depois fiquei 1 hora sendo costurada.... Uma hora, bem certinho. Mas tudo bem porque a Á. estava o tempo todo nos meus braços mamando. Foram muitos pontos, não sei quantos, mas acho que uns 20 pelo menos. E no final, eles ainda enfiam o dedo no seu  ânus pra ver se está bem costurado, muito desagradável!

Alguns médicos fazem episiotomia sem necessidade e muitas vezes sem avisar a mamãe, por isso, converse com o seu médico e durante o parto faça como eu, diga EU NÃO QUERO EPISIOTOMIA! Aí só vão fazer se realmente for necessário. 

Tem como prevenir uma episiotomia? Sim! Existe um exercício para fortalecer a região do períneo que você pode fazer estando grávida ou não, e tem que fazer durante a gravidez inteira. É chamado de exercício de Kegel e além de facilitar o trabalho de parto, ainda previne incontinência urinária no futuro e, para quem não está gravida, deixa a vagina fortificada pra agradar o parceiro sexual. É bem fácil e dá pra fazer em qualquer lugar, ninguém percebe. O exercício consiste em contrair a vagina internamente. Pra entender como faz, quando você estiver fazendo xixi, tente interromper o fluxo de urina e soltar novamente e de novo e de novo. Depois você pode fazer isso a qualquer hora em qualquer lugar, faça pelo menos uns 15 minutos por dia. Se você quiser testar pra ver se está fazendo certo, introduza um dedo na vagina e faça o exercício, se você sentir a vagina apertando seu dedo, então está certo. (Eu não fiz esses exercícios por isso precisei de episiotomia.)

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Como cuidar da episiotomia depois do parto? Se você tiver que fazer uma episiotomia, tem alguns cuidados que você deve tomar durante a cicatrização para não inflamar:

- Tome banho pelo menos 3 vezes por dia, de manhã, à tarde e à noite, para lavar bem o corte, pois como fica sujo de urina o risco de infecção é grande. Não precisa ser um banho daqueles, só lave bem a região do corte, a vagina e o ânus.

- Ao invés de usar papel higiênico, limpe-se com lenço umedecido.

- Troque o absorvente toda vez que usar o banheiro.

- Além dos 3 banhos por dia, tome banho todas as vezes que fizer coco. Isso é muito sério!

- Para passar a dor, caminhe normalmente, quanto mais caminhar pela casa, mais rápido vai sarar. Isso realmente funciona pois eu caminhava toda torta e dura por causa da dor no corte, daí me disseram pra caminhar normalmente que a dor passaria e eu caminhei uns 5 minutos na varanda de casa, pronto, foi como tirar com a mão.

- Sexo sem dor só dois meses depois do parto.

É isso, espero que tenham se informado. Dúvidas? Deixe seu comentário abaixo.

Beijos, mamãe Gabriele.

sábado, 12 de abril de 2014

Relato de Parto: Parto da mamãe Tanara, nascimento do Victor

Hoje trazemos a história do parto da mamãe Tanara, uma guerreira que deu a luz ao pequeno Victor. Uma história muito linda, confira:



Ser mãe é um momento mágico, talvez uma das melhores passagens da vida de uma mulherVocê tem uma expectativa enorme desde do momento que descobre que está grávida até o momento que dará a luz.

Eu tive uma gravidez muito complicada, meu bebê tinha problemas genéticos, ele tinha problemas sérios em um dos rins. O médico havia me dito que ele não sobreviveria, só que eu não parei por aí, lutei até o máximo das minhas forças e de minha fé. Fiz tratamentos encima de tratamentos para salvar a vida daquela pessoinha que eu nem conhecia, mas que eu já amava com todo o amor de meu coração.

Passou-se os meses e conseguimos chegar a 39 semanas de gestação. Meu anjo nasceria entre o dia 23 ao dia 28. Comecei a sentir dores 8 dias antes desse prazo, eram dores estonteantes, cólicas intermináveis, fui a maternidade por três vezes e na sexta-feira eu tinha 6 dedos de dilatação. Fiquei na sala de parto onde as dores aumentavam a cada minuto, mais e mais forte. Eu, preocupada com a saúde do meu filho, lembro-me de estar nua no banheiro da maternidade e pedindo a DEUS que me levasse se fosse preciso mais que ele resistisse e que conseguisse respirar sozinho ao separar-se de mim.

Tentaram que eu o tivesse de forma natural, mas devido ao seu problema de saúde não foi possível pois meu pequeno anjo já não tinha mais força para nascer de parto normal. Foi então que tomei a raquidiana na coluna vertebral, a dor era tão grande, a preocupação maior ainda, que só senti um forte choque que adormeceu meu corpo por inteiro. Enquanto era feito um corte em minha barriga eu me lembro que eu tremia excessivamente em cima daquela maca, acompanhada de uma náusea.

Lembro-me de um grande relógio em frente a maca e dos médicos e enfermeiros olhando com um olhar distante e a médica me falando ele nasceu, mas nasceu tão fraquinho. Então entrei em desespero e comecei a ter sessões de vômitos. Eu não vi meu filho e nem seu choro, e ninguém me falava nada, minha vontade era sair correndo daquela maca mesmo com a barriga aberta.

Depois de quase uma hora pude vê-lo. Ele era tão frágil cabia em minha mão. Ele faria exames e estava com sondas, pois não fazia xixi. Ao lado do nosso filho, eu e o pai dele estávamos abalados, porém jamais desistimos de acreditar que havia forças além que fariam com que ele nascesse e que sim, sobreviveria a tudo. 

A medicina dizia que não, mas a forca dentro de mim dizia que sim. Quantas vezes chorei, foram noites sem dormir, mas no final deu tudo certoHoje, Victor Richard é uma criança com um rim melhor tendo muitas restrições, mas é um menino lindo, carismático e muito inteligente. E sim, se depender da mamãe e do papai, você será uma criança com princípios para que, no futuro, você colha tudo o que plantares.

Está é a trajetória de um bebê guerreiroMeu filho, minha vida!!
Abraços da mamãe Tanara.

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Lindo né?! Conte-nos sua história também! Envie sua história e uma foto sua e do seu bebê para blogmeuprimeirobebe@gmail.com

Beijos, mamãe Gabriele.

sábado, 5 de abril de 2014

Relato de parto: Parto da mamãe Fran, nascimento do Enzo.

Hoje iniciaremos uma nova sessão no blog: RELATO DE PARTO. Nesse espaço você, querida mamãe leitora, pode contar a sua incrível experiência de parto! Para participar, envie sua história e uma foto sua e do seu pequeno(a) para o email blogmeuprimeirobebe@gmail.com 

Esse é o relato da minha amiga e leitora do blog Francielly que deu a luz ao pequeno Enzo:


Eu me emociono só de lembrar... Não existem palavras pra descrever esse sentimento tão grandioso de termos esses anjos em nossas vidas... Meu filho é exatamente TUDO em minha vida...

Eu vinha sentindo a tal "contração de treinamento" há dias, eu estava de 39 semanas, e minha cesária marcada pra dia 11/11 e meu pequeno príncipe resolveu vir ao mundo.

Acordei no sábado com um tiqui pra limpar a casa, fiz uma faxina da quelas, e depois passei o dia inteiro com um dor lombar muito chatinha, e me sentindo muito cansada, pensei que fosse pelo esforço que eu tinha feito. Quando chegou umas 18:00 eu comecei a sentir um pouco mais forte a dor, ai já comecei a reclamar dela. Quando foi umas 20:00 comecei a sentir umas pontadas na vagina, como se fosse um osso abrindo, aquela dor não era nada agradável, mais não era insuportável, eu achei que não era nada, só que foi ficando mais constante, ela dava e passava, direto, a cada 2 minutos, então fui tomar um banho pra ver se aliviava, e não adiantou, me falaram que eu devia ficar em casa pois não era dor de parto, por que se fosse eu berraria de dor. A minha dor não era tão forte, mas às 23:00 resolvi ir para o hospital.

Chegando lá chamara a médica de plantão, que estava em casa, quando ela chegou me tratou muito mal, me tratou como se eu fosse uma mãe fresca que estava se fazendo por causa de um pouquinho de dor, disse que se me filho fosse nascer eu não estaria só gemendo e sim gritando. Eu só estava com um dedo de dilatação, então ela me deu uma injeção para aliviar a dor (NUNCA ACEITEM ISSO!) , realmente a dor sumiu, mas minhas contrações não.

Eu dormeci e só acordei as 07:00 da manhã, sem nenhuma dor e esperando pra ir pra casa, até que a médica do plantão da manhã chegou, e com muito carinho pra se despedir de mim fez um carinho na minha barriga, e então ela percebeu que eu estava tendo uma contração muito forte, ela resolveu ver a dilatação, e continuava um dedo, então foi escutar o coração do meu anjo, e ai o susto veio, ele estava muito fraco, os batimentos cardíacos dele só diminuiam, quase parado.

Meu desespero foi enorme, correram comigo pra sala de cirurgia, e todo aquele processo de anestesia, sonda, tudo me desesperava, devido a outras cirurgias que eu fiz, mas além daquilo escutar eles dizendo que não sabiam como ia estar o meu bebê, meu Deus isso foi horrível, até que as 08:32 da manhã do dia 10/11 meu anjo nasceu, tomou muita água do parto, tiveram que ficar vários minutos sugando de dentro dele, mas graças a Deus ele ficou bem, e quando encostaram ele em mim, e que ele parou de chorar... Ah isso eu nunca vou esquecer... Desde então minha vida mudou.. Amo ele mais que tudo... <3


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Quer contar a sua história também?  Para participar, envie sua história e uma foto sua e do seu pequeno(a) para o email blogmeuprimeirobebe@gmail.com 

Beijos, Mamãe Gabriele

sábado, 29 de março de 2014

Parto: o ritual de passagem.

Eu digo que o parto é um ritual de passagem porque é o momento em que tudo muda na sua vida. Até então você podia ser irresponsável, você era apenas uma criança, você era a filha. A partir do parto, você se torna a mãe, você tem uma grande e importante responsabilidade que é a vida do seu bebê e será assim por, pelo menos, os próximos 18 anos.

Muitas mulheres morrem de medo do parto, se esquecem que o nosso corpo é feito para isso e que as mulheres parem a milhares de anos (outro dia farei um post especialmente para discutir o assunto parto natural versus cesária). Então hoje vou contar como foi o meu parto:

Fazia mais de uma semana que eu sentia umas dores, parecida com dor de cólica menstrual. Geralmente dava a noite, ficava doendo uns 10 ou 15 minutos e passava. A ansiedade era muito grande pois tinha me dito que ela nasceria lá pelo dia 15 e era 22 e nada...

A cada dia as dores ficavam mais fortes. Eu já não dormia mais. Dia 23, pela manhã, eu fui para o hospital (pela terceira vez) e estava com um dedo de dilatação. Me mandaram pra casa.
Passei o dia com dores, mas a dor dava e passava. De tardezinha, a dor começou a ficar mais intensa, e lá pelas 19 horas eu, meu marido e meu cachorro fomos dar uma volta na quadra pra ver se ajudava a aliviar... A cada 5 passos eu parava e me abaixava de dor.

Chegando em casa, tomei um banho, peguei as malas e fomos para a maternidade. Me examinaram e eu ainda estava só com um dedo de dilatação, mas já estava com contrações regulares.

Me colocaram em um quarto com aquelas bolas de pillates, e as dores foram aumentando e não adiantava sentar na bola, não adiantava tomar banho de água quente, não adiantava ficar de cócoras, não tinha posição que aliviasse. É uma dor como se tivesse rasgando tudo por dentro, na parte de baixo da barriga. Eu gritava de dor. Gritei mesmo! Mas a dor vinha em ondas, começava fraquinha, chegava ao ápice e ia diminuindo, dali a uns minutinhos voltava. E assim foi a noite toda.

Às 6h30min da manhã, eu estava com 8 dedos de dilatação (para parir, tem que ter pelo menos 10), daí o médico disse que ia romper minha bolsa pra acelerar o parto. Tudo bem, hoje eu acho que eu devia ter esperado, mas na hora eu estava exausta e não aguentava mais sentir aquela dor. Eu perguntei se ia doer e ele disse que não, e, realmente, não doeu.

Quando saiu todo o líquido amniótico eu fui pra sala de parto. Eu gostei da sala de parto porque ela não era toda iluminada, parecia que aquela pouca luz tornava o lugar aconchegante.

Sei lá quanto tempo fiz força, a cada contração, até quase desmaiar. Eu não tinha mais forças. A Á. já estava com a cabecinha no canal de parto, já dava pra ver o cabelinho, mas não saía... Então o médico fez uma episiotomia (um corte na vulva para abrir espaço para o bebê sair) e como eu quase não tinha mais forças, ele empurrou minha barriga.

Foram duas dores, dois gritos que saíram da alma: um quando saiu a cabeça e outro quando saiu o corpinho. Pronto, passou. Não sentia mais dor nenhuma, só felicidade!

Daí eles colocaram ela encima da minha barriga enquanto cortavam o cordão umbilical e eu olhava aquela bebezinha perfeita, o rostinho, as mãozinhas, tudo perfeito.

Levaram ela pra pesar, medir, pingar o nitrato de prata e me devolveram (não deu nem 5 minutos), toda suja, enrolada nuns panos, e ela já começou a mamar com uma vontade!

Ela nasceu às 7h04min de 24/10. Só deram banho nela depois de 6 horas de vida. Eu fiquei super feliz, tinha medo que só fosse ficar com ela depois de um tempão (como fazem em muitos hospitais, onde só mostram o bebê pra mãe e levam pra dar banho, e só depois de meia hora é que finalmente a mãe pode amamentar e namorar sua cria), mas não, eu pude ficar com ela desde o primeiro momento. O meu marido ficou o tempo todo comigo, desde a internação até o nascimento. Foi tudo mágico. Eu senti muita dor, mas se eu tiver mais um filho, quero ter de parto natural denovo. Foi muito bom. Foi a melhor experiência da minha vida até hoje.

E como foi o seu parto? Você gostou? Comente, contando a sua experiência!

Beijos, Mamãe Gabriele.